Ah, esse assunto é muito divertido. Manias. Segundo a Wikipedia, mania é como é considerado um hábito que uma pessoa ou grupo de pessoas possui com relação a determinada coisa,costume ou comportamento. Nas minhas palavras, mania é algo que nos habituamos a fazer sempre, mesmo que seja tosco ou não mude nada em nossas vidas.
E venhamos e convenhamos, todo mundo deve ter alguma. Das mais normais às mais bizarras.
Eu tenho manias e rituais bizarros. Por exemplo, eu tenho a mania de me maquiar SEMPRE na mesma ordem (base, sombra, rímel, lápis e gloss). E antes de dormir sempre ir ao banheiro e depois fechar todas as gavetas do meu quarto. Meu irmão, antes de dormir, checa se todas as portas e janelas de casa estão trancadas. E minha mãe também faz isso. Se duvidar, meu pai também (Tá, não sei se meu pai faz isso também. Acho que não =D ).
Pesquisando sobre isso no Orkut, encontrei mais de mil comunidades, sendo as maiores: Mania, cada louco com a sua (477.261 membros) e Tenho mania de mexer no cabelo (131.062 membros). E olhando os tópicos da ...cada louco com a sua, descobri que enfim eu sou uma pessoa normal. Pessoas revelando que fazem coisas que eu pensava que só eu fazia, tipo escolher a cor do canudinho de acordo com a cor da bebida e comer o bombom em camadas.
Manias podem até ser divertidas, mas também podem fugir do controle e acabar virando TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo (e sobre isso no Orkut tem 218 comunidades.). O TOC afeta cerca de 3% da população. os portadores desse problema aprenderam de algum modo a ficar como que magnetizados com pensamentos e imagens horríveis. Como a pessoa sente-se mal, e não consegue afastar os pensamentos, passa a criar um ritual, uma compulsão, que tenta afastar os pensamentos. Por exemplo, uma pessoa pode ser acometida de idéias horríveis sobre germes e contaminação, passando então a lavar as mãos muitas e muitas vezes ao dia, chegando a machucar a pele.
Então, amigos, conservem manias saudáveis, ok? Porque, quando não passam dos limites, manias até que são bem divertidas.

Hoje meu post tem um tema que não foi escolhido por mim. “Mas como assim?”, vocês perguntam. E eu respondo: Calma, gente. É uma promoção da Capricho, a “Tudo de Blog”. Eu tenho que escrever sobre um tema proposto e mandar para lá. E será este post aqui (inclusive com essa pequena/grande introdução) que eu mandarei. Bom, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Por que rotulamos as pessoas? (E detestamos quando somos rotuladas)
Todo mundo já deve ter sido rotulado algum dia. De nerd, emo ou coisa assim. Ás vezes até concordamos, porque de fato somos o que estão dizendo. Mas tem vezes que não tem nada a ver. Eu, por exemplo. Já fui chamada de paty por pessoas que não me conheciam, porque eu usava muito rosa e coisa. E também de CDF, por causa das, bem, minhas notas boas. Rótulos geralmente são chatos, mas rotular é uma coisa que não conseguimos evitar.
Á alguns anos atrás, quando eu era criança, na minha cabeça as pessoas eram divididas em menino ou menina. Ninguém era diferente de ninguém, todo mundo se vestia igual, de uniforme, cabelos que nem a mamãe mandava e aquela coisa toda. Só que o tempo foi passando e as coisas começaram a mudar. Influenciados por seus ídolos e pela própria mídia, cada um começou a se vestir e se comportar conforme o que mais gostava, seguindo as tendências, imitando os artistas. E para identificar as pessoas, ficou mais fácil dividi-las em pequenos grupos, de acordo com o seu novo estilo. Foi daí que, pelo menos para mim, os rótulos começaram. As pessoas começaram a ser classificadas de acordo com o seu visual. E hoje em dia ainda faço isso e com certeza não sou só eu.
Num mundo cada vez mais “louco” e complexo, onde conhecemos em cada canto pessoas novas, rotular acabou virando um hábito. É olhar a pessoa e num piscar de olhos encontrar uma palavra que caracterize-a. “Ah, fulano é gótico.” “Punk.”.
Bom, até aqui tudo certo. Provavelmente todo mundo já rotulou alguém alguma vez. Mas agora vem a questão. Se rotulamos os outros, por que odiamos quando nos rotulam? Eu acredito que seja porque não achamos legal nos classificarem segundo alguma definição pouco abrangente e que não represente tudo aquilo que somos. Não aceitamos sermos definidos em apenas uma palavra. Ainda mais sermos rotulados por alguma coisa que não somos. Ou por pessoas que nem ao menos conhecemos. Pior ainda: sermos julgados pela nossa aparência.
No final das contas, concluo que não tem jeito mesmo. Ao menos por enquanto os rótulos continuarão. Eles podem ser ruins sim, mas precisamos deles nesse mundo em que tudo é acelerado.
E como já dizia Luís Fernando Veríssimo "Rótulos são necessários, sem eles correríamos o risco de ingerir veneno por acidente”.